desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Record, 1976.

Imagem retirada do site Releituras, atualmente fora do ar.
Lindo KArol.
ResponderExcluirVai pro meu perfil. hahaha
Karol, sua linda, não te contei e nem te vi para fazê-lo, mas eu passei Na UFM'poderosa'G .Estou tão feliz e devo muito a você, Obrigada, por tudo !
Agora vou pra minha palestra no campus verdejante !
Amo você. *-*
Oi, Raquel! Vim fazer uma visita de rotina ao blog e vi que não tinha comentado seu post. Parabéns pelo seu sucesso, viu? Fiquei feliz demais com a notícia. Apesar da greve, tem se divertido no campus verdejante? Beijos.
ExcluirEsse poema é lindo.
ResponderExcluirDemais. Mas ainda gosto mais de "Casamento", dela tb.
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